SUSSURROS TEMPESTUOSOS




Caminhando sozinho,

Viajo, vejo suas residências,

Casinhas singelas, histórias,

Gigantes de enredos tão profundos,

Me pego pensando,

Viajando entre mundos.


Tanto caos nos rostos,

Tramas tensas, sofridas,

Alguns amargurados,

Outros, infelizes.


Quantas lágrimas banham as ruas,

Quantos abandonados amaldiçoam solidões,

Quantos pobres de alma e coragem desejam o que lhes faltam,

E murmuram,

E quão pouco fazem para dali saírem.


Ciclo vicioso que se forma,

Alguns convertem dor em resiliência,

Outros se desculpam com vitimismo barato,

E a sociedade segue um rumo,

Onde ninguém é feliz com nada.


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