abril 19, 2026

Peça Teatral: Selena No Território Indígena

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 Peça criada e escrita por: Tiago  P.




Atos:


I - Selena diz para os pais que ficou encantada com a aula de história e que quer conhecer os indígenas Pitaguary para apresentar seu trabalho com propriedade;

II - Ela viaja e durante a viagem conhece um pouco da história do povo, palavras indígenas, comidas e um pouco da cultura geral dos originários do Brasil;

III - Na volta para casa, Selena não se contém e passa a viagem toda falando sobre o que aprendeu. No dia seguinte, ela fala orgulhosa de todas as informações que colheu, a importância do povo Pitaguary para Maracanaú e sua formação.


abril 19, 2026

Poesia: Frutos da Origem (Povos Indígenas)

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 Criado e escrito por
Tiago  P.

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A professora explicou

A importância do povo indígena

Como criança curiosa sou

Logo quis conhecer essa raiz terrígena


“Papai quero conhecer os Pitaguary”

E ele respondeu assim:

“De onde vem essa vontade aí?”

Prontamente respondi:

De uma aula fascinante para mim


Não é só sobre ler histórias

É sobre pisar no chão onde moram nativos

Receber conhecimentos de suas trajetórias

E ouvir testemunhos vivos


Tapioca, abacaxi, pipoca e sabiá

Palavras vindas dos originários

Enriquecem nosso linguajar


Beiju, farinha, 

canjica, pipoca e pamonha

Em nossa culinária presente

Nos deliciamos com uma diversidade tamanha


Guarani, Yanomami, Ticuna, Kaingang, 

Macuxi, Terena, Guajajara e Xavante

Alguns dos povos Indígenas existentes

Fundamentais para nosso futuro

Por nossa natureza são resistentes


Não merecem honras apenas um dia

365 ainda são poucos

Que sejamos eternamente aprendizes

Dos que da terra são as raízes


março 26, 2026

Conto: O Senhor do Tempo

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Andando pela rua, Jorge se depara com um objeto que imediatamente chama sua atenção: um relógio. Era um dia comum de domingo, e era comum visitar a feira naquele dia em busca de novidades e o melhor: com um preço camarada. Mas o que roubou a atenção mesmo do jovem foi aquele objeto no chão. Poderia ser de qualquer pessoa, então ele decide pegar para exclamar em alto e bom som se pertencia a alguém ali presente. Ao abaixar-se para tocar o objeto e ao levantar para perguntar de quem se trata o pertencimento, um ato misterioso e inacreditável acontece: o mundo parece parar e só o menino segue em movimento. Era como se ele tivesse dado um ‘pause’ em tudo e ele estivesse vendo tudo de fora, mas estando na cena. Ao admirar o relógio ele percebe tratar-se de um objeto antigo, com composição de outros tempos e que provavelmente tinha algo estranho nele:


—Que bizarro! O que você é além de um relógio comum? De quem?


O garoto deixa o local da cena e tudo só volta a circular normalmente quando ele guarda o artefato. 


Os dias vão se passando e o menino começa a usar novamente o relógio, ainda sem acreditar em seu poder.


Tudo muda, porém, quando ele usa o objeto para sair de uma briga na escola que ele mesmo causou, ainda que sem querer. Posteriormente ele usa para evitar um acidente. Entretanto ele percebe que nas duas ocasiões duas coisas muito ruins aconteceram em seguida: na primeira os seus algozes agrediram o amigo dele ao invés dele e o mesmo ficou bastante machucado e na segunda, bem, seu cachorro foi morto por três adolescentes diabólicos. Diante dos fatos ele passou a questionar se era saudável seguir usando aquele artefato.


O que ele não sabia era que tentar mudar a realidade com métodos questionáveis e alterar o passado não é algo perdoável, algumas coisas precisam acontecer para o amadurecimento e a evolução pessoal. Uma vez que se brinca de ter o poder, os danos podem ser irreversíveis. 


O objeto era milenar e tinha a missão de mostrar a quem o encontrasse que tomar as decisões corretas são necessárias para evitar arrependimentos e por mais sofrido que seja o que se viveu, o passado não é mutável e ele é importante para ser quem somos hoje e futuramente. 


O Tempo é um senhor bastante experiente que não se apoia em muletas, ele dispara como um atleta em plena corrida. Não usa dentaduras; tem dentes próprios, afiados o bastante para romper laços já gastos. Não caminha curvado pelo peso dos anos: mantém-se ereto, firme, encarando nos olhos aqueles que hesitam, que não sabem o que querem, não aceitam as consequências do que se fez ou se contentam em assistir à própria vida passar sem jamais descobrir quem são pelo simples medo de tentar, recomeçar e o principal: aprender.


agosto 08, 2025

O Nome da Dor é FEMINICÍDIO

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Sessenta e um…

Versos de amor?

Gritos intensos em meio a socos,

Lágrimas de impotência e muita dor.


Uma mulher agredida (sem contar as mortas e esquecidas).

‘Mais uma…’ dizem, acostumados.

Por que normalizaram esses cruéis dados?


Precisamos falar sobre FEMINICÍDIO.

Preocupam-se mais em marginalizar o feminismo

Do que lutar contra o machismo.

Enquanto gritam ódio e imperam o sexismo.


A desigualdade de gênero mata milhares.

O machismo ceifa milhões.

Um cárcere criado na rua por olhares,

Dedos apontados lhe queimam vivas antes das agressões.


As bruxas de Salém, bruxas não eram

Apenas mulheres decididas a batalhar por independência

Enquadradas em falsos crimes, lançadas foram

Numa sequência de horror e imprudência.


Pesadelo antigo, mas ainda se repete:

Falta sororidade e sobra individualismo.

Para que mulheres parem de serem silenciadas, 

A resposta não é o medo, ela grita com força numa única voz: sororismo.


dezembro 27, 2024

Amar Mata (Poema)

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Sonhei que corria

Era num imenso jardim

Tinha de todo tipo de flor

De orquídea à jasmim


Me sentia repuxado

Uma específica me chamava

Era linda, tinha cheiro famigerado


Tentei pegar, mas ela voava

Quanto mais eu ia, mais ela fugia

Quando enfim lhe toquei

Ela me perfurou


Em meu sangue

Suas pétalas se banhavam 

Seus espinhos com veneno me penetraram

Aquele que perseguia poesia, agora morria em agonia