dezembro 27, 2024

Amar Mata (Poema)

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Sonhei que corria

Era num imenso jardim

Tinha de todo tipo de flor

De orquídea à jasmim


Me sentia repuxado

Uma específica me chamava

Era linda, tinha cheiro famigerado


Tentei pegar, mas ela voava

Quanto mais eu ia, mais ela fugia

Quando enfim lhe toquei

Ela me perfurou


Em meu sangue

Suas pétalas se banhavam 

Seus espinhos com veneno me penetraram

Aquele que perseguia poesia, agora morria em agonia


dezembro 18, 2024

SUSSURROS TEMPESTUOSOS

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Caminhando sozinho,

Viajo, vejo suas residências,

Casinhas singelas, histórias,

Gigantes de enredos tão profundos,

Me pego pensando,

Viajando entre mundos.


Tanto caos nos rostos,

Tramas tensas, sofridas,

Alguns amargurados,

Outros, infelizes.


Quantas lágrimas banham as ruas,

Quantos abandonados amaldiçoam solidões,

Quantos pobres de alma e coragem desejam o que lhes faltam,

E murmuram,

E quão pouco fazem para dali saírem.


Ciclo vicioso que se forma,

Alguns convertem dor em resiliência,

Outros se desculpam com vitimismo barato,

E a sociedade segue um rumo,

Onde ninguém é feliz com nada.